06 julho 2010

Pulgas

Pulgas

Existem cerca de 1900 espécies de pulgas no mundo. No entanto somente uma preocupa a maior parte dos donos de animais: Felis Ctenocephalides, a pulga do gato. Esta é a pulga que nós encontramos nos nossos animais de estimação (gatos, cães, coelhos, e outras espécies) em 99,9% dos casos e a fim de compreender como controlar os danos causados por este animal minúsculo, devemos aprender tudo que pudermos sobre ele.

Que tipo dos danos podem as pulgas causar?
Seria um erro grave pensar simplesmente na pulga como um incómodo. Uma infestação grave por pulgas pode ser letal, especialmente nos animais menores ou mais novos. A pulga do gato não é de forma alguma seletiva sobre o seu anfitrião. As circunstâncias causadas através de infestação por pulgas incluem: Dermatite alérgica da Pulga (lembre-se, as pulgas não fazem animais terem comichão a menos que haja uma alergia da dentada da pulga, anemias e parasitoses). A maioria de proprietários de animal de estimação não têm nenhuma idéia que as pulgas podem matar. Bastantes pulgas podem causar uma perda lenta mas ainda perigosa para a vida, de sangue.
Este é especialmente um problema para os gatos idosos para os quais são permitidos passeios no exterior e gatinhos pequenos. Estes animais não sabem fazer bem a sua higiene e estão frequentemente debilitados por outras doenças. A última coisa com que um animal de estimação geriátrico necessita se preocupar é com uma infestação fatal por pulgas e é especialmente importante que estes animais estejam bem protegidos.
Considere também que, em aproximadamente 90% dos casos onde o proprietário nos diz o animal de estimação não tem pulgas, nós encontram pulgas óbvias durante a consulta.
Mitos sobre as pulgas
O meu animal de estimação não pode ter pulgas porque vive dentro de casa. As pulgas prosperam especialmente bem nas temperaturas amenas das casas.
O meu animal de estimação não pode ter pulgas porque se houver alguma pulga estariam mordendo os donos e a sua família. Esta pulga prefere definitivamente não se alimentar do sangue humano a menos que seja absolutamente necessário. No geral, as pulgas do adulto consideram o sangue humano como uma última escolha e os seres humanos tendem a não ser mordidos a menos que os números da população da pulga sejam elevados.
Nós não temos pulgas porque nós temos somente chão de madeira. As pulgas reproduzem-se nas falhas entre as placas de chão de madeira.
O meu animal de estimação não pode ter pulgas porque eu as veria. Não pode-se esperar ver as pulgas pois os animais, através da lambida, as afastam das zonas mais expostas. Às vezes tudo que nós vemos é a doença característica da pele.

Fases do ciclo de vida da pulga
Existem quatro fases do ciclo de vida da pulga e é importante saber quebrar este ciclo em mais de uma delas.
O OVO, em qualquer altura, representa aproximadamente um terço da população da pulga. A pulga fêmea adulta coloca até 40 ovos diariamente. Os ovos são colocados no anfitrião de onde caem no meio ambiente. Os ovos incubam melhor em humidade elevada e nas temperaturas de 20 a 27 graus.
As LARVAS representam 57% das população de pulgas. As larvas são como as lagartas pequenas que rastejam em torno das pulgas que estão geralmente em sua vizinhança.
As PUPAS representam somente 8%. Este estágio de pupa é muito difícil de eliminar. O casulo é pegajoso e escolhe prontamente a poeira e a sujeira. Dentro do casulo as pupas estão transformando-se na pulga adulta com que nós estamos familiarizados.
A PULGA adulta não emerge automaticamente de seu casulo. Pode manter-se no casulo até que detecte um hospedeiro próximo. As crisálidas maduras podem detectar as vibrações de um hospedeiro detectando o dióxido de carbono, e certos padrões do som e da luz. Na ocasião adequada ele emerge do casulo, com fome e ansioso para encontrar um hospedeiro. Uma vez que encontra um hospedeiro, nunca sairá do mesmo por sua vontade e se separados, morrerá somente em algumas semanas sem uma refeição do sangue. A pulga fêmea começa a produzir ovos dentro de 24-48 horas de sua primeira refeição do sangue e colocará ovos continuamente até que morra. A extensão de vida média da pulga do adulto é 4-6 semanas.
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Aids felina

Aids felina

Passados 22 anos da descoberta do vírus responsável pela SIDA dos gatos, o European Advisory Board on Cat Diseases (ABCD) publicou as primeiras directrizes europeias acerca desta doença viral.
Entre as recomendações, a instituição adverte que os gatos não devem ser eutanasiados devido apenas à contracção do vírus. Segundo o ABCD, o isolamento, as visitas regulares ao veterinário e o tratamento associado a medicamentos antivirais são a forma mais eficaz de lidar com a situação.
O Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) é uma das doenças mais mortais nos gatos. Afecta exclusivamente os felinos, ou seja não é transmitida aos humanos ou outros animais de estimação, mas actua de forma idêntica à estirpe humana, o HIV. Talvez devido ao desconhecimento da doença e à carga negativa que carrega, são numerosos os abandonos de gatos depois de um diagnóstico positivo. Na verdade, os gatos infectados podem partilhar a casa com os donos durante anos, até que os primeiros sintomas se façam notar.
A forma mais comum de transmissão do vírus é através de dentadas, em que a saliva entra em contacto com o sangue. Ainda em estudo está a possibilidade de transmissão através do contacto sexual, embora durante o mesmo aja frequentemente dentadas do macho na fêmea, aumentando o risco de transmissão. As mães infectados podem transmitir a doença aos filhos, mas a transmissão depende da carga viral da mãe durante a gravidez.
O FIV desenvolve-se por fases e durante grande parte do tempo, o gato não manifesta sintomas de qualquer infecção. Numa primeira fase, o gato pode manifestar febre sem razão aparente, mas pode também não evidenciar qualquer sintoma. Numa segunda fase, o número de linfócitos começa a diminuir, mas o gato permanece assintomático. Os gatos aparentam assim estar saudáveis. Nestes estado, podem contudo transmitir a doença a outros felinos. A terceira fase está associada ao aparecimento dos primeiros sintomas, em que o gato pode perder peso e alterar o seu padrão de comportamentos. Geralmente a primeira fase manifesta-se alguns meses após a infecção e dura sensivelmente dois meses. As outras fazes podem durar meses ou anos.
Na quarta fase os sintomas começam então a manifestar-se de forma mais recorrente. Com a destruição das células de defesa, os gatos ficam vulneráveis perante os vírus, incluindo os mais fracos, tais como os responsáveis por uma simples constipação. Os sintomas do FIV começam então a manifestar-se através da ocorrência frequente de infecções, algumas até pouco usuais, que em estado saudável seriam facilmente combatidas pelo gato: gengivites, estomatites, otites, infecções respiratórias, etc.
A última fase corresponde ao Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. Com o sistema imunitário arrasado, o gato tem já pouco tempo de vida, apenas alguns meses. Mas os avanços médicos vão permitindo cada vez mais a extensão deste prazo. Fulminante parece ser a combinação de FIV e FeLV (leucemia felina).
O FIV afecta gatos de todas as idades, mas os estudos realizados neste campo indicam que a doença manifesta-se geralmente em animais com idade superior a cinco anos, com tendência a surgir cada vez mais tarde na vida do gato.

Diagnóstico
O teste a este vírus é feito através da análise do sangue. A existência de anticorpos específicos faz com que o teste dê positivo a FIV, mas podem ocorrer falsos positivos ou falsos negativos e os testes feitos nas clínicas devem ser sempre repetidos em laboratório. Gatos até aos seis meses podem ter estes anticorpos provenientes do leite materno da mãe, do qual literalmente bebem a protecção contra as doenças. Gatos em fase terminal podem originar falsos negativos devido à inexistência de anticorpos.

Tratamento
A ABCD recomenda o isolamento dos gatos de outros felinos. Não só porque os gatos infectados podem transmitir a doença aos gatos saudáveis, mas porque os gatos com FIV devem estar o mais protegidos de outros vírus que possam constituir infecções secundárias. Este isolamento não se aplica contudo aos donos que não correm qualquer perigo por estarem em contacto com o gato. O isolamento dos donos pode contribuir para o aparecimento de stress ou depressão que acelera o avanço da doença.
O veterinário deve acompanhar o caso e prescrever o tratamento adequado, que não é uma cura. A solução passa por tratar as doenças oportunistas e estimular o sistema imunitário do animal. A ABCD aconselha alguma ponderação na utilização de antivirais, mas afirma que existem alguns com efeitos positivos.
O gato deve ser vigiado pelo dono e seguido de perto pelo veterinário através de consultas semestrais. A ABCD recomenda a monitorização do peso e testes laboratoriais periódicos. Qualquer pequeno sintoma pode tornar-se numa doença grave, por isso é importante estar atento.
Em 2002 foi lançada nos Estados Unidos uma vacina para combater o FIV, mas tem-se gerado muito polémica acerca desta forma de prevenção. Por um lado, a eficácia da vacina não é total, uma vez que foi trabalhada com base em duas clades A e D. Em Portugal, segundo a ABCD, o subtipo mais comum é o B. Por outro lado, os gatos passam a acusar sempre positivo a FIV, ficando sem se saber se o resultado se deve à administração da vacina ou à presença da doença. O ABCD não recomenda a utilização da vacina na Europa, uma vez que a vacina ainda não foi testada tendo em conta a situação específica desta região.

Prevenção
Como a FIV está associada a lutas entre gatos, onde são trocadas dentadas e abertas feridas, a castração do animal reduz o risco de contágio, segundo a instituição. A castração atenua também a vontade de os gatos irem ter com fêmeas em cio e por isso o gato terá menos vontade de ir ao exterior. Caso consiga fugir de casa, como está castrado, as hipóteses de enfrentar gatos vadios são menores. A castração é aconselhada pela ABCD tanto para gatos infectados como para gatos saudáveis.
Para além disso, se já tiver gatos em casa não introduza outros sem antes os levar ao veterinário e despistar esta e outras doenças. Faça também os testes ao seu gato para que não seja este a transmitir alguma doença ao novo inquilino.
O vírus é pouco resistente se não estiver alojado num hospedeiro e por isso não são precisos cuidados especiais em relação aos objectos. Lavar os pratos de comida e água, tal como faz com os outros gatos servem para matar o vírus que tenha sido transferido.
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Sobre esporotricose

Sobre esporotricose
Há tempos os jornais cariocas O Globo e JB publicaram matérias sobre estudo liderado por Tania Maria Schunbach e Armando de Oliveira Schunbach, da Fundação Oswaldo Cruz, sobre a esporotricose, doença causada por um fungo e por eles chamada de "doença do gato". O tratamento dado ao assunto foi, como foi a própria pesquisa, apelativo e tendencioso.
Carta da médica veterinária Dra. Andrea Lambert aos jornais
Não se pode chamar a esporotricose de doença do gato! O gato é simplesmente uma das espécies entre as muitas que adquirem esta doença. A esporotricose é uma doença na qual o agente é o fungo Sporothrix schenckii, que é encontrado em plantas em várias partes do mundo. Muitas espécies, incluindo cavalos, gatos, cães, animais silvestrese o próprio homem podem adquirir esta doença através de pequenos ferimentos no contato com plantas contaminadas e a infecção ocorre quando há inoculação do fungo no tecido subcutâneo por meio de pequenos traumatismos.
O gato pode adquirir a doença através das plantas, brigas com outros animais e portanto quando infectado pode transmitir a esporotricose através de arranhões. Esta doença é conhecida por atingir jardineiros, floristas e agricultores e a infecção pode ficar limitada ao local de inoculação (esporotricose em placa) ou estender-se ao longo dos canais linfáticos proximais (esporotricose linfática).
O gato é um animal já perseguido e vítima de vários preconceitos e abordar um assunto como este de maneira tendenciosa só aumenta o preconceito contra o gatos e o abandono dos mesmos nas ruas e abrigos, piorando a situação. Medidas devem ser tomadas para o controle de qualquer epidemia, medidas profiláticas e com atendimento adequado das pessoas envolvidas, sem levar ao preconceito. Um maneira de evitar a contaminação dos gatos pela esporotricose é esterilizá-los para que não briguem nem saiam para a rua, e não se infectem com plantas contaminadas com o fungo. Foi importante o estudo realizado, até para controlar esta doença nas regiões onde ocorreram os casos e evitar que novos gatos e seres humanos sejam atingidos, porém deve se ter muito cuidado para evitar que mais uma vez esta espécie seja prejudicada, aumente a perseguição e os casos de maus tratos a que são vítimas. A esporotricose tem cura e quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais fácil é a cura. Cordialmente,
Andréa de Jesus Lambert, médica veterinária CRMV-RJ-4123
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Toxoplasmose

O que é toxoplasmose?

Trecho da carta da Dra Elizabeth de Souza Neves, médica responsável
pelo ambulatório de Toxoplasmose do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas/FIOCRUZ. Publicada no blog iNTERNETC, da jornalista e escritora Cora Rónai
"... Na qualidade de médica responsável pelo ambulatório de Toxoplasmose do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas/FIOCRUZ recebo há anos pacientes encaminhados dos mais diferentes serviços com as mais diferentes manifestações da infecção, mas de modo geral, a tônica é a desinformação tanto da população quanto da classe médica. Toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário (parasita composto por uma só célula) que tem um ciclo evolutivo complexo onde o gato tem papel de perpetuador no meio ambiente. Como foi claramente exposto na sua matéria, o contacto direto com o gato doméstico não é fator de transmissão da infecção uma vez que o gato doméstico se alimenta de ração industrializada. O Brasil é um país de elevada endemicidade desta infecção que em sua maioria não é acompanhada de manifestações clínicas severas. Costuma ser uma infecção auto-limitada em geral não necessitando de tratamento específico uma vez que as drogas disponíveis podem ter efeitos colaterais consideráveis.
Por outro lado, quando adquirida durante a gravidez pode levar a lesões fetais graves e ocasionalmente irreversíveis. Infelizmente apesar de estarmos no século XXI e apesar de haver medidas profiláticas que podem ser tomadas para evitar esta e outras infecções de transmissão materno-fetal, ainda nascem crianças com toxoplasmose congênita, que neste caso, pode levar a alterações visuais e cognitivas no futuro uma vez que o parasito tem uma predileção por afetar o tecido cerebral do feto. Não li ainda o artigo científico citado na matéria, mas estudos epidemiológicos devem ser interpretados à luz de condições geográficas, ambientais, sociais e acima de tudo metodológicas especiais. Para que uma conclusão de um trabalho seja considerada uma “verdade” deve ser passível de reprodução em outros estudos que o referendem. De qualquer modo, gostaria de lembrar que o que causa alteração de personalidade é violência, ignorância, fome e desinformação. Por favor, consultem os profissionais especializados e deixem os pobres gatos em paz." Elizabeth de Souza Neves, Crm 52-34588/9
O vilão da história
95 a 98% das pessoas que fazem o teste para toxoplasmose são positivas, o que significa que já tiveram algum contato com o protozoário, não que tenham a doença e nem mesmo que tenham tido contato com gatos. O gato só elimina os ovos, chamados oocistos, uma vez em toda a sua vida, SE ELE ESTiVER CONTAMiNADO. O cocô do gato tem que ficar paradinho durante 48 a 72 horas para que estes ovos se tornem infectantes. O contágio se dá pela iNGESTÃO dos ovos, ou seja, se você puser na boca cocô de gato contaminado com mais de 48 horas... Quem quer fazer isso?
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Plantas Ornamentais Tóxicas para seu Gato

Plantas Ornamentais Tóxicas para seu Gato




· FONTE DE PLANTAS TÓXICAS:
PLANTAS DE VASO:

· Dieffenbachia picta (comigo ninguém pode)
Possui toxina, substância semelhante à uma proteína, que promove liberação de histamina pelos mastócitos. Pode promover edema de glote e o animal morrer por asfixia.

· Monstera sp (costela de adão, dragão fedorento, 7 facadas)
Ação igual a do "Comigo Ninguém Pode".

· Alocasia sp (orelha de elefante, orelha de burro, pulmão de aço)
Sintomas de intoxicação: Irritação dolorosa na boca e garganta, náuseas, diarréia, delírios e morte.
· Nerium oleander (espirradeira): Tem ação cardiotóxica.
Sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos, dor estomacal, tontura, pulso fraco, batimentos cardíacos irregulares, dilatação das pupilas, diarréia com sangue, sonolência.

· Schefflera spp., Brassaia arboricola (Umbrella Tree)
Tem como princípio tóxico um oxalato, que causa quando ingerido, vômitos, dormência e formigamento na boca, falta de coordenação motora.

JARDINS E QUINTAIS:

· Ricinus comunis (mamona)
A mamona possui uma toxina chamada Ricina, que causa gastrite e enterite.
Sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos, diarréia com sangue, dor abdominal, depressão, tremores, convulsão e coma. Pode ser fatal.
O contato da pele com as sementes causa reação alérgica local.

· Iris sp: Causam gastrite e estomatite
Sintomas de Intoxicação: Náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, diarréia e irritação na pele.

· Tulipa sp : Causam gastrite e estomatite
Sintomas de Intoxicação: Salivação, náuseas, vômitos, dor abdominal.
O contato com a pele causa severa reação alérgica.

· Rhododendron sp (azaléa)
Sintomas de Intoxicação: Salivação, náuseas, vômitos, dor abdominal, fraqueza, diarréia, dificuldade de respirar, lacrimejamento, paralisia progressiva dos membros, coma.
Causa gastrite e estomatite.
· Abrus precatorius
Causam gastrite e enterite. O Abrus precatorius possui a toxina mais potente conhecida (abrina), onde meia semente é capaz de matar uma pessoa.
Os sintomas podem demorar horas para ocorrer e incluem náuseas, vômitos, dor abdominal intensa, diarréia, lesões ulcerosas na boca e esôfago.

· Euphorbia pulcherrina (Bico de papagaio): Causam gastrite e estomatite
Causam dor abdominal, vômitos, diarréia e alergia de contato (pele)

· Philodendron sp (cipó-imbé, barra de macaco, filodendro)
Causa queimadura e edema nos lábios, língua, garganta, dificuldade de engulir, náuseas, vômitos, diarréia. Se em contato com a pele causa reação alérgica.

· Nicotiana tabacum (atua sobre o Sistema Nervoso Central)
O Tabaco tem como princípio ativo a Nicotina, que age em receptores nicotínicos colinérgicos (ação semelhante ao curare). Em doses pequenas, provoca excitação, tremores musculares e ataxia. Em doses altas provoca depressão.
Tem como sintomas de intoxicação: vômitos, diarreía, pulso fraco, tontura, colapso e insuficiência respiratória.

· Narcisus sp: Causam gastrite e estomatite
Sintomas de intoxicação: salivação, náuseas, vômitos, tremores e convulsão. Pode ser fatal.
Também causa dermatite de contato na pele.

. Allamanda cathartica (alamanda)
Sintomas de intoxicação: Febre, edema dos lábios, náuseas, diarréia, sede.
Dermatite de contato.

· Datura stramonium (saia branca, trombeta): Tem ação sobre o Sistema Nervoso Central.
Os sintomas são alucinações, delírios, secura das secreções, taquicardia, midríase, pele seca e quente e meteorismo.

.Lantana camara
Tem como sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos, diarréia, dilatação das pupilas, dificuldade respiratória, dermatite de contato.

· Cannabis sativa (maconha)
Princípio ativo: THC (tetrahidrocanabiol)
Os sintomas são: animal depressivo e às vezes agressivo quando estimulado, olhos "vidrados", perda de noção de ambiente.

· Digitalis purpura (dedaleira): Têm ação cardiotóxica.
Sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor abdominal, pulso irregular e fraco, tremores, convulsão.

. Coleus hybridus
Causam dermatite alérgica de contato na pele.

. Hippeastrum spp. (Amarilis)
Sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos, salivação, diarréia.

. Hydrangea spp. (hortência)
Sintomas de intoxicação: Náuseas, vômitos e dor abdominal.

.Caladium spp. (Tinhorão)
Sintomas de intoxicação: Queimadura e inchaço dos lábios, língua, boca; náuseas, vômitos e diarréia.
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Intoxicação e Envenenamento

Intoxicação e Envenenamento por Agentes Químicos

Os casos de intoxicação por agentes químicos em pequenos animais têm grande freqüência, principalmente em clínicas que se localizam nos grandes centros urbanos. Isso se deve, provavelmente, ao fato de que um grande número de pessoas vive atualmente em apartamentos e possuem animais. Esses animais são expostos e correm risco de intoxicação por produtos de limpeza e inseticidas
Uma simples reforma ou pintura num apartamento ou até mesmo uma faxina com produtos mais fortes, pode causar sérios danos ao animal. Principalmente gatos, que são mais sensíveis.
Dentre os casos de intoxicação, os quadros de envenenamento também ocorrem com grande freqüência, principalmente em gatos que são criados livremente, tendo acesso à comida em outros locais, sendo assim facilmente envenenados por pessoas que desejam se livrar da presença do animal.
O veneno mais utilizado é o Chumbinho Terrível ou Japonês.
Por ser ocorrência comum em clínica de pequenos animais, é importante esclarecer o proprietário a respeito do perigo das intoxicações, o que poderia ser feito já na primeira vez que o animal é levado ao veterinário, normalmente para a primeira vacinação.
Medicamentos, produtos de limpeza e venenos devem ser mantidos fora do alcance das crianças assim como dos animais. E também evitar o uso de produtos de limpeza muito fortes que só pelo cheiro já intoxicam o animal, recomendando os produtos que podem ser usados com mais segurança.
A falta de informações precisas do proprietário, quanto a possível exposição a um produto tóxico, dificulta o trabalho do veterinário, pois só com a determinação do agente tóxico é possível fazer um tratamento correto.
Muitas vezes o proprietário do animal não cita determinado produto, por achá-lo inofensivo (e não é) ou mesmo o esquece.
Por isso é importante informar o máximo ao veterinário sobre: onde vive o animal; onde o animal fica a maior parte do dia; quem cuida do animal e está mais tempo com ele (muitas vezes não é essa a pessoa que leva o animal ao veterinário, mas é quem pode dar informações mais precisas, sobre as modificações que ocorreram com o animal e desde quando elas vem ocorrendo); se o local onde vive passou por reformas, pinturas; se o animal costuma mexer no lixo; quem faz a limpeza da casa, que produtos de limpeza utiliza; se faz uso de inseticidas e quais; se o local sofreu dedetização e que tipo, que firma a realizou; e qualquer outra informação que venha a colaborar no diagnóstico.
Com um histórico bem feito, uma boa anamnese, um atendimento rápido e com o conhecimento dos principais produtos tóxicos e seus respectivos antídotos, é possível salvar o animal. A falta de informações precisas e o tempo são os principais fatores que dificultam o trabalho levando à fatalidade dos casos.

Chumbinho
Apesar de ser um veneno ilegal de venda proibida, o chumbinho ainda é um grande e fatal agente causador de envenenamento em clínica de pequenos animais. Isso se deve ao fato de sua venda ser realizada facilmente em qualquer lugar, até mesmo na rua por camelôs. A falta de esclarecimento à população faz com que seu uso seja feito em larga escala com vários propósitos, não só como rodenticida mas também para cães, gatos e pessoas. Acidentes também são freqüentes, principalmente com crianças.
Sua fórmula não é bem conhecida, mas contém Carbamato, um potente inibidor da acetilcolinesterase.
Carbamatos usados no controle de insetos e parasitas:
Talco Bulldog = Carbaril (1-naftil N-metil Carbamato)
Chumbinho Japonês, Bolfo, Tratto = Propoxur
Baygon = 2 Isopropoxifemil N-metil Carbamato
Os principais sintomas de envenenamento por chumbinho são:
Salivação excessiva, lacrimejamento, secreção nasal, aumento dos sons respiratórios por broncoconstricção, dificuldade respiratória, edema pulmonar, diarréia, diminuição dos batimentos cardíacos, constricção da pupila, tosse, vômito, micção freqüente, incoordenação motora. Depois aparecem tremores musculares, espasmos, hiperatividade. Nem todos os animais apresentam os mesmos sintomas. A morte se dá por insuficiência respiratória e asfixia (Paralisia dos músculos respiratórios).
O tratamento para os casos de intoxicação por chumbinho, tem bons resultados se feito logo após o início dos sintomas. É usado Sulfato de Atropina, oxigênio e soroterapia.
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Medicamentos que Não Devem Ser

Medicamentos que Não Devem Ser Dados aos Gatos

( Norsworthy's 1993 Feline Practice)
Medicamentos que NUNCA devem ser dados

* Acetominofen (Tylenol):
Apenas 1 comprimido já pode ser fatal para um gato adulto. Causa anemia hemolítica, formação de metahemoglobina (não transporta oxigenio), cianose, icterícia, edema de face, Taquipnéia, necrose hepática.
* Benzocaina (Andolba)
Anestésico local em forma de spray ou pomada. Estimula o SNC, causa tremores, convulsões e por ultimo parada respiratória.
* Hidrocarbonetos clorados (como lindane, clordane)
Presente em alguns produtos de combate à pulgas e outros parasitas. A reação pode ser imediata ou levar dias para ocorrer. Começa com uma resposta exagerada aos estimulo, tremores, progressão para tremores cada vez mais fortes até um estado convulsivo, febre.
* Hexaclorofeno (agente germicida, encontrado em xampus, desinfetantes e sabonetes, como o Phisiohex)
É rapidamente absorvido através da pele e trato intestinal. Causa em gatos fadiga, fraqueza, incoordenação dos membros posteriores, febre, ausência de urina, paralisia flácida completa.
* Carbaril (Carbamato = usado em remédios contra pulgas como Talco Bulldog)
NUNCA, principalmente como coleira, que expõe o gato constantemente. Causa lesão no SNC e morte por parada respiratória.
Outros produtos, anti-pulgas, carrapatos e sarna, proibidos para gatos:
Sabão Bulldog; Sabão Bulldog Plus; Sabão Bulldog Sarnicida; Sabonete Antipulgas para cães Tratto; Sabonte Parasiticida Asuntol; Sabonete Banzé; Sparay Bulldog Antipulgas e Carrapatos; Spray Tratto; Talco Antipulgas Bolfo; Talco Banzé; Talco Bulldog Contra Pulgas; Talco Tratto.
* Azul de Metileno:
Usado em medicamentos para tratar infecções urinárias (deixa o xixi azul).
* Aspirina (AAS, Melhoral):
Primeiro estimula e depois causa depressão respiratória, ulceração gástrica, diminuição da agregação plaquetária, hipoplasia da medula óssea.
Nos sinais se tem inicialmente: taquipnéia e depois depressão respiratória, febre, anorexia, vômitos, gastrite hemorrágica, lesões renais, hemorragias, urina com sangue por nefrite hemorrágica.
No ser humano, 1 comprimido de aspirina leva de 3 a 4 horas para ser eliminado do organismo, por isso é tomado 1 comprimido a cada 4 horas.
Nos felinos, 1 comprimido de aspirina leva 72 horas para ser eliminado, ou seja, dura 3 dias. Isso faz com que seja extremamente fácil causar uma overdose.


Medicamentos que podem ser usados em alguns gatos com restrições e só com acompanhamento veterinário

* Cloranfenicol
Causa Aplasia de medula óssea, por não conseguir ser metabolizado e eliminado. Sinais: animal fica cinza, abdomen duro, convulsão, fezes brancas.
* Lidocaína
Anestésico local (Xilocaína) Pode causar contração muscular, hipotensão, náuseas e vômitos.
* Anti-inflamatórios não esteróides
Podem causar úlceras.
* Tetraciclina
Pode causar febre, diarréia, depressão
* Morfina
Risco de superdosagem por acúmulo. Causa depressão
do SNC, convulsões. Deve ser usada com cautela. A dose máxima é
de 0,1mg/Kg por via intravenosa. Para uso pós-operatório.
* Fenobarbital, Pentobarbital Sódico e Tiopental Sódico (barbitúricos usados como anestesico)
Causam depressão respiratória e parada cardíaca. Usar com muito cuidado e monitoração. O tempo de duração do efeito é mutio maior que em outras espécies.
* Diazepan, Valium e Dienpax (tranquilizantes Benzodiazepínicos)
Via intravenosa pode dar depressão respiratória. Usar com muita cautela.
* Clorpromazina (Amplictil)
Em altas doses (pré-anestésico comumente usado em cães)- tremores de extremidade e cabeça, letargia, calafrios, rigidez, relaxamento do esfíncter anal. Acúmulo. Só usar em último caso, dar preferência a outro pré-anestésico, como Acepran+sulfato de atropina.
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Prevenir doenças infecciosas em gatos

Como prevenir doenças infecciosas em gatos

O gato é um animal de companhia e estimação como o cão, possui suas particularidades de comportamento e temperamento. É muito mais independente e com o dono estabelece uma relação de companheirismo e não de servidão. Estas são as principais diferenças entre um cão e um gato.
As diferenças entre estas espécies se mostram também nas doenças que manifestam, principalmente no que diz respeito às doenças infecciosas. As doenças infecciosas dos gatos têm manifestações diferentes das que vemos nos cães, pois são provocadas por agentes diferentes. Muitas delas podem ser perfeitamente prevenidas pela vacinação adequada. Vacinar é um ato de amor além de ser seguro e muito mais barato que o tratamento. Faça da vacinação uma aliada para garantir a saúde do seu animal de estimação.
As doenças infecciosas que podem ser prevenidas pela vacinação adequada são: raiva, panleucopenia felina, rinotraqueíte felina, calicevirose, clamidiose e leucemia felina. Dentre estas, a raiva e a clamidiose podem ser transmitidas ao homem.
A peritonite infecciosa felina e a síndrome da imunodeficiência felina (AIDS felina) são doenças infecciosas ainda não prevenidas por vacinas realmente eficazes. Elas são transmitidas aos felinos por meio de mordidas e contato com fezes e urina de gatos infectados.
A castração é a melhor forma de se reduzir o contato do seu gato com outros e desta forma reduzirmos a possibilidade de contágio. A castração é a retirada dos órgãos reprodutivos, dos ovários e do útero nas fêmeas e dos testículos no macho. O animal castrado fica mais caseiro, reduzindo suas saídas para a rua, diminui ou some a marcação de território com urina dentro de casa e as brigas ficam muito menos freqüentes. A castração não prejudica a saúde do seu animal. Os machos não ficam efeminados, perdem somente o interesse de “namorar”, poupando almofadas e pernas das visitas. As fêmeas podem ser castradas antes mesmo do primeiro cio. Elas não precisam ser “mães” para serem mais saudáveis. A castração realizada na fêmea jovem previne inclusive os tumores de mama freqüente em gatas idosas.
Todos este procedimentos, a vacinação e castração são realizados pelo médico veterinário. As vacinas encontradas na Policlínica Veterinária de Cotia são de excelente qualidade e provém de laboratórios idôneos.
As vacinas disponíveis atualmente são:
Anti-rábica,
Tríplice felina (panleucopenia, rinotraquíte e calicivirose),
Quádrupla felina (tríplice + clamidiose)
Quíntupla felina ( quádrupla + leucemia felina).

Os animais a serem castrados sempre devem estar perfeitamente saudáveis e devidamente imunizados para se reduzir o risco de complicações pós-operatórias. Um exame clínico deve ser realizado para se regularizar as vacinas, verificar a saúde, marcar o dia da intervenção cirúrgica e tomar as devidas providências pré-operatórias necessárias.
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Primeiros Socorros ao seu Gato

Como Prestar os Primeiros Socorros ao seu Gato

Esses procedimentos não substituem o atendimento veterinário.

-Estado de choque:
Em casos de ferimentos graves o gato entra em estado de choque. Ele fica quase imóvel, temperatura baixa, pulsação fraca e respiração leve. Cubra-o e mantenha-o aquecido até chegar ao veterinário.

-Insolação:
Leve-o para um lugar fresco e lhe dê água frequentemente.

-Sangramentos:
Se estiver sangrando muito, aplique uma bandagem e faça pressão até chegar ao veterinário.
Se a gengiva estiver branca ou cinza, ele deve estar sangrando internamente.
Os cortes devem ser examinados pelo veterinário, para saber se precisam de sutura ou não.

-Mordidas:
Se seu gato aparece com sinais de brigas e mordidas, leve-o ao veterinário para que estas sejam tratadas. os ferimentos de brigas estão sempre infectados, necessitando de tratamento adequado.

-Fraturas:
Coloque uma tala e leve-o ao veterinário. A tala evita que a fratura cause maiores danos ao tecido mole e vasos, diminuindo a dor também.
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